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Dissolução da Iugoslávia

Desintegração ou Dissolução da Iugoslávia (português brasileiro) ou Jugoslávia (português europeu) foi uma série de conflitos e irregularidades políticas que resultaram na desintegração da Iugoslávia. A RSF da Iugoslávia foi um país que ocupou uma porção de terras que atualmente vai desde a Europa Central até os Bálcãs, uma região com um conflito étnico histórico. O país era um conjunto de seis repúblicas regionais e duas províncias autônomas, que estava dividida segundo as etnias e que na década de 1990 separou-se em vários países independentes. Estas oito unidades federais passaram a ser seis repúblicas: Eslovênia, Croácia, Bósnia e Herzegovina, Macedônia, Montenegro, Sérvia, e as duas províncias autônomas ficaram com a Sérvia: Kosovo e Vojvodina. A Bósnia e Herzegovina não havia existido como um estado mesclado etnicamente desde 1465, e além disso não tinha uma maioria étnica clara, com 44% de bósnios muçulmanos, 33% de sérvios bósnios, 18% de bósnios croatas e outras minorias. A distribuição geográfica dos grupos étnicos que compunham a Iugoslávia representava o feito de que cada nação tinha uma população em cada uma das seis repúblicas. A Iugoslávia passou a ser um país com sete fronteiras, seis repúblicas, cinco nacionalidades, quatro idiomas, três religiões, dois alfabetos e um líder.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 30/09/2026
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Antecedentes

Após a Segunda Guerra Mundial, em 1945, foi formado a República Socialista Federativa da Jugoslávia um Estado socialista comandado por Josip Broz Tito. Tito tratou de diminuir a influência dos dois maiores grupos étnicos, os sérvios e os croatas, dando estatuto de maior representatividade para os outros. O incrível mosaico étnico dos Bálcãs foi, durante os quarenta anos seguintes, sedimentado pela ideologia titoísta, que se viu enormemente reforçada quando Tito, desobedecendo a Stalin, escolheu uma "via própria para o socialismo", totalmente independente dos quadros que os soviéticos impuseram no leste europeu por meio das "democracias-populares". Tito passou a desde então a gozar de um enorme respeito que transcendia as questões étnicas, sem dúvida era o único líder político da antiga Iugoslávia que tinha o apoio popular das diversas etnias. Uma anedota que sintetizava o sistema político-étnico da Iugoslávia sob Tito era: "Seis repúblicas, cinco etnias, quatro línguas, três religiões, dois alfabetos e um Partido". Ele ousara enfrentar os dois maiores tiranos da Europa do século XX, primeiro a Hitler e depois a Stalin, mantendo a Iugoslávia pacificada e coesa frente às pressões que sofreu durante a Guerra Fria. Ele, juntamente com Gamal Nasser do Egito e Jawaharlal Nehru da Índia, lançou as bases do Movimento Não Alinhado em 1961, projetando o seu nome internacionalmente.[carece de fontes]?

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Causas da desintegração

Colapso econômico e contexto internacional

A Iugoslávia foi, em uma determinada época, uma nação com um grande poder industrial e uma economia próspera. Vinte anos antes de 1970, o crescimento anual do produto interno bruto (PIB) foi em média de 6,1%, a assistência médica era gratuita, o índice de alfabetização era de 91% e a expectativa de vida alcançava os 72 anos. Mas depois de uma década de má administração econômica e cinco anos de desintegração, guerra e boicotes, a economia iugoslava entrou em colapso.[carece de fontes]? A Iugoslávia era um estado unitário, o qual abrangia tanto terras do Oriente como do Ocidente. Além disso, seu presidente, Josip Broz Tito, era um dos principais membros do "Terceiro Mundo" ou o "grupo dos sete", o qual era uma alternativa ante os países mais poderosos. E o mais importante, a Iugoslávia atuou como um estado-tampão entre o Ocidente e a União Soviética e também evitou que a URSS tivesse uma saída para o Mar Mediterrâneo. A população utilizava a frase de que a Iugoslávia tinha sete fronteiras, seis repúblicas, cinco nacionalidades, quatro idiomas, três religiões, dois alfabetos e um líder.[carece de fontes]?

Problemas estruturais

A Iugoslávia de Tito foi caracterizada por constantes reformas, que não conseguiram resolver os principais problemas nacionais. Além disso, o sistema federal, devido à tirania nacional crescente e o desejo do Partido Comunista de "apoiar a autodeterminação nacional" começaram a sair do controle. Isto resultou na criação de Kosovo, uma região autônoma da Sérvia, regida pela constituição de 1974. A constituição não reconheceu o poder da capital sobre as regiões autônomas criadas pouco tempo antes em Voivodina (uma área da Iugoslávia com um grande número de minorias étnicas) e Kosovo (com uma grande etnia de albaneses). Isto não somente agravou os temores dos sérvios de "uma Sérvia fraca para uma Iugoslávia forte" mas que também atingiu a base da identidade nacional da Sérvia. A maioria dos sérvios veem Kosovo como "o berço da nação", e não aceitam a possibilidade de perdê-la permitindo que seja povoada em sua maioria por albaneses.[carece de fontes]?

Nacionalismo

A desintegração da Iugoslávia não interessava aos sérvios, já que minorias sérvias se encontravam por toda parte da Iugoslávia. Além disso, se as regiões se separassem, a Sérvia afundaria numa grande crise, pois não contaria com o apoio econômico das repúblicas mais ricas. Dessa forma, o nacionalismo sérvio se reacendeu e encontrou no político Slobodan Milošević seu principal defensor; o mesmo ascendeu rapidamente em sua carreira política, ao defender a supremacia da Sérvia dentro da Iugoslávia e ao se colocar contra a independência de Kosovo. Uma vez que, desde a década de 1960 Kosovo demonstrava sua insatisfação por estar submetida à Sérvia, mas os separatistas foram silenciados pela ditadura de Tito. Com a morte do ditador, uma nova rebelião ocorreu - e, nessa ocasião, a população sérvia de Kosovo passou a ser violentamente atacada pelos albaneses kosovares.

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Cronologia da desintegração da Iugoslávia

Depois da morte de Josip Broz Tito

Depois da morte de Tito em 4 de maio de 1980, cresceram os conflitos étnicos na Iugoslávia. O falecimento de Tito removeu o que muitos iugoslavos e ocidentais viam como a principal força unificadora do país. O legado da Constituição de 1974 foi usado para transformar o sistema de tomada de decisões em um estado de paralisia, cada vez mais desesperador a medida que o conflito de interesses foi tornando-se mais irreconciliável. A crise constitucional que surgiu depois da morte de Tito instaurou o nacionalismo em todas as repúblicas e províncias: a maioria albanesa em Kosovo exigiu o estatuto de república enquanto que a Sérvia começou a exercer controle sobre suas províncias autônomas. Além disso, as administrações da Eslovênia e Croácia exigiram a secessão da federação, ao contrário do líder sérvio, que exigiu que todos os governos fossem de um partido político somente.[carece de fontes]?

1986-1989

Em 1986, a Academia Sérvia de Ciências e Artes contribuiu significativamente para o aumento do nacionalismo na Sérvia, como foi escrito em uma nota na qual foram abordados alguns temas como a posição dos sérvios como o povo mais numeroso da Iugoslávia. Sendo a maior república iugoslava em território e população, a influência da Sérvia sobre as províncias de Kosovo e Vojvodina reduziu à Constituição de 1974, a qual os deu uma autonomia reclamada há muito tempo. O governo da República Socialista da Sérvia estava restrito à tomada e a execução das decisões que se aplicariam nas províncias. Estas tinham uma cadeira no Conselho Presidencial Federal (um conselho de oito membros, composto por representantes das seis repúblicas e duas províncias autônomas), o qual nem sempre decidia em favor da Sérvia propriamente dita.[carece de fontes]?

Década de 1990

Em janeiro de 1990 foi convocado o 14º Congresso Extraordinário da Liga dos Comunistas da Iugoslávia, que teve grande parte composta pelas delegações eslovenas e sérvias, que discutiram o futuro da Liga. A delegação sérvia, liderada por Milošević, insistiu numa política de "uma pessoa, um voto", o que daria poder à população mais numerosa, os sérvios. Os eslovenos, no entanto, apoiados pelos croatas, propuseram reformar a Iugoslávia dando ainda mais poder às repúblicas, mas foram derrotados na votação. Como resultado, as delegações eslovena e croata abandonaram o Congresso, e foi dissolvido o Partido Comunista da Iugoslávia.[carece de fontes]?

Século XXI

A rejeição de Milošević diante da vitória no primeiro turno da oposição nas novas eleições para a presidência federal em setembro de 2000 provocou grandes manifestações em Belgrado em 5 de outubro e o colapso da autoridade do regime. O candidato da oposição, Vojislav Koštunica, tornou-se presidente da Iugoslávia em 6 de outubro de 2000.[carece de fontes]? No sábado, 31 de março de 2001, Milošević se rendeu às forças de segurança iugoslavas em sua casa, em Belgrado, depois de ser ameaçado de prisão por abuso de poder e corrupção. Em 28 de junho, foi levado para a fronteira entre a Bósnia-Iugoslávia, onde pouco tempo depois ficou sob a custódia dos oficiais da SFOR, até ser extraditado para o Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia das Nações Unidas. Seu julgamento, em que teve de se defender contra acusações de genocídio da Bósnia e das guerras civis na Croácia e no Kosovo e Metohija começou em Haia em 12 fevereiro de 2002, e morreu ali em 11 de março de 2006, quando seu julgamento ainda estava em curso. Em 11 de Abril de 2002, o parlamento iugoslavo, aprovou uma lei permitindo a extradição de todas as pessoas acusadas de crimes de guerra pelo Tribunal Penal Internacional.[carece de fontes]?

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Consequências

Os cinco países criados a partir de partes da antiga Iugoslávia foram na época: a Bósnia e Herzegovina, Croácia, Macedônia, República Federal da Iugoslávia (depois a União Estatal da Sérvia e Montenegro) e a Eslovénia. As Nações Unidas impõe sanções contra RF da Iugoslávia e aceita Eslovênia, Croácia e Bósnia como membros, e, posteriormente, concorda que a Iugoslávia havia "se dissolvido em repúblicas".[carece de fontes]? Após uma série de conflitos que se seguiram a Guerra de Independência Croata (1991-1995), Guerra da Bósnia (1992-1995) e Guerra de Kosovo (1998-1999), com um resultado final de sete países oriundos da antiga Iugoslávia. A última - Kosovo, ainda é controvertida, uma vez que é administrada pelas Nações Unidas, apesar de sua declaração unilateral de independência em 17 de fevereiro de 2008. Independentemente de algumas disputas fronteiriças menores, os outros seis países da antiga Iugoslávia progressivamente cooperam uns com os outros em todos os níveis. Todos estes conflitos que, deixaram mais de 30.000 mortos e 10.000 feridos finalizaram juntamente com o fim da Iugoslávia.[carece de fontes]?

Novos países

Os países atualmente reconhecidos criados a partir da antiga Iugoslávia são:

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Fontes consultadas

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