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Rio de Janeiro (estado)

Rio de Janeiro é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Encontra-se situado a sudeste da Região Sudeste do país e possui divisas, ao norte e noroeste, com Minas Gerais; a nordeste, com o Espírito Santo; a leste e ao sul, com o Oceano Atlântico e a sudoeste, com São Paulo. Tem uma superfície de 43 750,425 km², equivalente à da Dinamarca, e abriga uma população de mais de 16 milhões de pessoas, correspondente à do Camboja. Os naturais do estado do Rio de Janeiro são chamados de fluminenses. A cidade do Rio de Janeiro é sua capital.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 14/07/2026
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Etimologia

A denominação Rio de Janeiro veio de um erro de interpretação dos exploradores lusitanos, os quais, em 1.º de janeiro de 1502, liderados por Gaspar de Lemos, avistaram a baía hoje denominada Guanabara. Quando eles confundiram a penetração da barra com a desembocadura dum rio, denominaram a baía "do Rio de Janeiro". Em seguida, esta designação passaria ao município e deste à capitania, posteriormente província, da qual a municipalidade fez parte até se transformar em Município Neutro, por meio do Ato Adicional de 1834. O gentílico fluminense vem do latim fluminis, genitivo singular de flumen, "rio", e sufixo ense. Este termo foi, antigamente, o adjetivo tanto do estado como do município, para classificar pessoas, objetos, lugares e acontecimentos ligados à unidade federativa ou à municipalidade. Os fluminenses do município, no entanto, com os anos, prefeririam autodenominar-se “cariocas”, uma palavra tradicional. Esta, no final das contas, triunfou de maneira completa sobre a competidora. Possibilita identificar os nascidos no Rio de Janeiro e tudo o que está associado a ele. A procedência da palavra carioca é o tupi-guarani kari'oka, “casa de branco”, de kara'i, “esbranquiçado” e oka, “residência”. Inicialmente, a denominação referia-se a uma residência feita de pedra, erguida em arquitetura europeia, existente entre o morro da Viúva e o outeiro da Glória. Foi também construída antes da criação da cidade pelos portugueses que expulsaram os franceses. Uma série de documentos daquele tempo comprova que a residência existia, embora, até os dias atuais, não se conheça o nome do construtor. Depois, no que diz respeito ao termo, começou a constituir a denominação dos moradores dos arredores dessa residência. O termo “carioca” nomeou mais tarde um rio e os naturais da capital do estado.

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História

Pré-história e povos indígenas

Inúmeras pesquisas genéticas confirmam que os povos ameríndios descendem diretamente de grupos no leste da Sibéria que migraram para a América do Norte há cerca de 25 mil a quinze mil anos, e depois se espalharam por todo o continente. Um dos primeiros registros da existência humana no atual estado do Rio de Janeiro é o Sambaqui da Lagoa de Itaipu, em Niterói, que remonta a oito mil anos. Em um período disputado, nos primeiros séculos da era comum ou por volta do ano 1000, os povos tupis, procedentes da Amazônia, conquistaram todo o litoral do Rio de Janeiro, exceto a área em torno da embocadura do Rio Paraíba do Sul. Quando os primeiros portugueses vieram ao Brasil, em 1500, diversas tribos indígenas, como os goitacás, puris, guaianás e tamoios, ocupavam as terras que hoje compreendem o estado do Rio de Janeiro. Os goitacás residiam inicialmente na planície atravessada pelo rio Paraíba do Sul, ao norte de Cabo Frio. Os puris habitavam a região que se estendia desde o Paraíba do Sul até o rio Muriaé. Já os guaianás ocupavam o planalto perto da atual divisa com o estado de São Paulo. Por fim, os tamoios se estabeleciam ao longo de toda a costa, desde a baía de Guanabara até o sul do estado.

Início da colonização

A primeira expedição a explorar o atual estado do Rio de Janeiro foi a de Gaspar de Lemos, entre 1501 e 1502, a qual, em 1.° de janeiro de 1502, descobriu a Baía de Guanabara, que pensaram ser a foz de um grande rio, assim originando o nome “Rio de Janeiro”. A segunda expedição, de Gonçalo Coelho em 1503, verificou os recursos naturais da nova terra e edificou uma feitoria em Cabo Frio, para a exportação do pau-brasil, que se tornou o principal produto explorado em terras fluminenses. Essa parte do litoral do Brasil começou a atrair não apenas portugueses, mas também franceses. Em 1534, o Rei João III de Portugal dividiu a América Portuguesa em quinze capitanias hereditárias, estando o atual estado do Rio de Janeiro entre a seção norte da capitania de São Vicente, de Martim Afonso de Sousa, e a capitania de São Tomé, de Pero de Góis, a noroeste do rio Macaé.

Capitania do Rio de Janeiro

Logo após a criação da capitania do Rio de Janeiro, foi introduzido, na região da Baía de Guanabara, o cultivo de cana-de-açúcar, que foi a base da economia fluminense na segunda metade do século XVI e no século XVII. A cana era cultivada em latifúndios, com o emprego intensivo da mão-de-obra escravizada. Entre 1572 e 1577, o Brasil esteve dividido em dois governos, com o Rio de Janeiro sediando o governo do Sul. Neste período, em 1575, os tamoios remanescentes foram exterminados em Cabo Frio. O século XVII foi marcado pela expansão da colonização do território fluminense, da região da Baía de Guanabara para a Região dos Lagos e o litoral norte fluminense e, para essas regiões, também se expandiu o cultivo da cana-de-açúcar. A cana continuava sendo a base da economia da capitania, acompanhando-lhe a pesca e a extração de sal em Cabo Frio. A pecuária também tinha destaque, sendo praticada sobretudo na região de Campos dos Goytacazes. A agricultura de subsistência também era uma atividade importante.

Período Joanino e Império

Em 1808, a chegada da família real lusitana ao Rio de Janeiro converteu a cidade em capital administrativa, política e econômica do Reino de Portugal, e posteriormente do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Várias benfeitorias chegaram à cidade, além da abertura dos portos às nações amigas, o desenvolvimento da atividade agropastoril na capitania, convertida em província em 1821, para abastecer sua capital, e a chegada de acadêmicos e artistas europeus. Os fluminenses apoiaram a independência do Brasil (1822) e a região continuou sob gestão direta do governo central. Em 1834, a província do Rio de Janeiro sofreu uma perda territorial, pois a então capital nacional foi transformada no Município Neutro. Com isso, a capital da província foi transferida para Niterói.

Período republicano

Em 15 de novembro de 1889, o Brasil se tornou um país republicano e federalista. Com isso, o Rio de Janeiro foi convertido em estado e o Município Neutro, em Distrito Federal, administrado por um prefeito nomeado pelo Presidente da República. Foi primeiro governador fluminense Francisco Portela, que aparentava conciliar as duas facções do Partido Republicano Fluminense – os evolucionistas de Quintino Bocaiúva e os radicais de Silva Jardim. Em 1890, nas eleições para a Constituinte, houve uma cisão no partido. Durante a República Velha, o Rio de Janeiro viu perder a sua influência na política nacional para São Paulo e Minas Gerais, que elegeram a maioria dos presidentes brasileiros dessa época.

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Geografia

O estado do Rio de Janeiro está inserido no bioma da Mata Atlântica, possuindo em seu relevo montanhas e baixadas situadas desde a Serra da Mantiqueira até o Oceano Atlântico. Merece destaque pelas paisagens diversas, com altas escarpas no litoral, restingas, baías, lagunas e florestas tropicais. É uma das 27 unidades federativas do Brasil, situada a sudeste da região homônima. Tem como divisas Minas Gerais ao norte; Espírito Santo a nordeste e São Paulo a sudoeste. É banhado pelo oceano Atlântico ao sul e a leste. É uma das menores unidades federativas em extensão territorial do Brasil e a menor em área da região Sudeste. O município mais ao norte do estado é Porciúncula e o mais ao sul é Paraty. Seu litoral possui 636 quilômetros de extensão, sendo mais curto em dimensão do que os litorais baiano e maranhense, na região Nordeste, e maior que as costas do Rio Grande do Sul e São Paulo.

Geomorfologia

Geralmente, as terras fluminenses são relativamente inférteis. Os solos mais favoráveis ao uso agrário se situam em Campos, Cantagalo, Cordeiro e em certas localidades do vale do Paraíba do Sul. A base cristalina do Brasil forma o arcabouço básico do relevo do estado. Suas rochas, gnaisses e granitos foram os primeiros do país. Estas passaram por transformações sísmicas, especialmente as falhas do terciário, procedência geológica das fileiras serranas que seguem a planície costeira. O estado abriga relevo bem diversificado, com enormes declives e altitudes elevadas. Quase 50% do território está aquém de 200 metros. Outros 32% se encontram de 200 a 600 m, 11% de 600 a 900 m, 6% de 900 a 1 500 m e apenas 1% além de 1 500 m. Três unidades formam o esquema geomorfológico: a baixada, os maciços litorâneos e o planalto.

Hidrografia

Vários rios, que descem diretamente ao Oceano Atlântico, pertencem à rede hidrográfica fluminense. O mais importante é o Paraíba do Sul, proveniente do estado de São Paulo. Ele corta o estado de oeste a leste, até desaguar no Atlântico, perto da divisa com o Espírito Santo. Acolhe vários tributários (Pomba, Paraibuna, Piabanha, Piraí, Dois Rios). A ele corre toda a rede hidrográfica, a qual tem suas nascentes nas elevações da serra do Mar. Enquanto isso, os rios, os quais saem da escarpa, alcançam rapidamente o oceano. Todos os outros rios autônomos são pequenos. Dentre os quais merecem destaque Itabapoana, Macaé, São João e Macacu. Várias lagoas aparecem por toda a extensão da costa fluminense.

Clima

O estado do Rio de Janeiro possui os tipos climáticos Aw, Am, Af, Cfa, Cfb, Cwb e Cwa da classificação climática de Köppen-Geiger. O clima tropical semiúmido do tipo Aw, com invernos secos e pluviosidades de verão, aparece no oeste da baixada. Já o Am predomina nas imediações dos maciços e encostas baixas do município da capital, em consequência das chuvas orográficas. A média térmica é de 24 °C por ano e o índice é de 1 250 mm por ano. O clima tropical úmido Af, com pluviosidades bem distribuídas ao longo do ano, aparece na parte mais baixa das montanhas do planalto (serra do Mar). Nessa região, as chuvas de relevo elevam seu índice pluviométrico para 2 500 mm por ano. O clima tropical de altitude Cfa é caracterizado por verões quentes e pluviosidades bem divididas. Este clima equivale às partes altas do declive escarpado, onde a altitude causa a diminuição das médias térmicas para 20 °C por ano. Já o tipo Cfb equivale às partes mais altas, onde os verões já se tornam frios e a média da temperatura despenca para 18 °C por ano.

Litoral, flora e fauna

Pouco sobra da vegetação original fluminense. A atividade agropecuária conduziu a uma quase inteira destruição das matas, as quais revestiam mais de 91% da área da atual unidade federativa. Dessas matas, remanescem, na atualidade, somente pequenas manchas que se localizam em lugares de menor acesso ou de altas montanhas, inadequados para a agropecuária. Estes incluem encostas mais inclinadas das serras do Mar e Mantiqueira. Além das matas, a vegetação abrangia também manguezais e era formada por restinga e praia, no cordão costeiro; campos de altitude, nas partes mais altas das serras (Serra dos Órgãos e Maciço do Itatiaia) e as estepes do delta do Paraíba do Sul em Campos. Todos passaram por forte intervenção da antropização.

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Demografia

A população do estado do Rio de Janeiro, no censo demográfico de 2022, era de 16 055 174 habitantes, sendo a 3.ª unidade da federação mais populosa do país, centralizando cerca de 7,91% da população brasileira e apresentando uma densidade demográfica de 366,97 moradores por quilômetro quadrado (a 2.ª maior do Brasil). Ao passo que 52,8% eram mulheres e 47,2% homens, tendo uma razão de sexo de 89,39. Em dez anos, o estado apresentou uma taxa de crescimento populacional de 0,03%. O Índice de Desenvolvimento Humano do estado do Rio de Janeiro é considerado muito alto conforme o PNUD. Segundo o último Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil, divulgado em 2013, com dados relativos a 2024, o seu valor era de 0,819, estando na quinta colocação ao nível nacional e na terceira ao regional, depois de São Paulo. Considerando-se o índice de longevidade, seu valor é de 0,844 (21.º), o de renda é 0,789 (6.º) e o de educação é de 0,826 (3.º). O coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, é de 0,50 e a incidência da pobreza de 32,44%. A taxa de fecundidade do Rio de Janeiro é de 1,68 filhos por mulher, uma das mais baixas do Brasil.

Religiões

Segundo o censo 2022, da população do estado acima de 10 anos, 38,92% se declarou como católica, 32% como evangélica, 3,53% como espírita, 2,58% como umbandista e candomblecista, 16,89% como irreligiosa (ateísmo e agnosticismo), 0,02% como tradições indígenas, 5,86% como adepta de outras religiões (como Testemunhas de Jeová, mórmons e outras denominações cristãs, budistas, judaístas, muçulmanos e outras religiões) e 0,20% não declarou ou não sabe. Isso faz desta a unidade federativa com a maior porcentagem de espíritas no país. Segundo a divisão da Igreja Católica no Brasil, o estado do Rio de Janeiro pertence à Regional Leste I e seu território é dividido em duas províncias eclesiásticas, formada pelas arquidioceses de São Sebastião do Rio de Janeiro, dividida em cinco dioceses sufragâneas: Barra do Piraí-Volta Redonda, Duque de Caxias, Itaguaí, Nova Iguaçu e Valença; e de Niterói, subdividida em três: Campos, Nova Friburgo e Petrópolis, além da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney.

Composição étnica, migração, povos indígenas e racismo

No período colonial, a população do Rio de Janeiro foi formada pela miscigenação entre portugueses, indígenas e africanos subsaarianos. Nos séculos XIX e XX, o Rio de Janeiro recebeu imigrantes europeus (alemães, italianos, suíços, espanhóis, portugueses, ingleses, finlandeses) e asiáticos (judeus, árabes sírios e libaneses, chineses, japoneses), contribuindo ainda mais para a diversidade da população fluminense, os quais se fixaram sobretudo na capital e nas regiões serranas. Mais recentemente, a imigração para o estado têm sido predominantemente de latino-americanos e de anglo-americanos. Atualmente, residem no Rio pouco mais de 620 indígenas, divididos em dezesseis grupos, que abrangem área de 4 789 hectares de extensão. Destes, a reserva indígena Tekoha Jevy, localizada no município de Paraty, é o grupo mais extenso.

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Governo e política

O estado do Rio de Janeiro, da mesma forma que uma república, é administrado por três poderes, totalmente sediados na capital estadual. São eles: o executivo, o legislativo e o judiciário. São símbolos do estado a bandeira, o brasão e o hino. O poder executivo fluminense é desempenhado pelo governador do Rio de Janeiro. Este é escolhido pela população fluminense para um mandato de quatro anos, com direito à reeleição para mais um período de governo, visando administrar o estado. O chefe do poder executivo fluminense é sucedido, em seus impedimentos, pelo vice-governador, e assessorado pelos secretários estaduais. A matriz do poder executivo do estado, o Palácio Guanabara, foi construída pelo português José Machado Coelho em 1853, adquirido pela família imperial brasileira em 1865 até sua desapropriação em 1889, com a proclamação da República no Brasil, e restaurado pela primeira vez pelo arquiteto José Maria Jacinto Rebelo. Foi sede da prefeitura do Distrito Federal de 1946 a 1960, quando passou ao governo do estado da Guanabara. Em 1975, o prédio começou a ser a sede do governo do estado do Rio de Janeiro, sucedendo o Palácio do Ingá, em Niterói. Não se deve confundir o Palácio Guanabara com o Palácio Laranjeiras, localizado no bairro homônimo, que constitui a residência oficial do governador. A partir do início da república, tomou posse pela primeira vez do governo do estado o Dr. Francisco Portela, que esteve no poder de 16 de novembro de 1889 a 10 de dezembro de 1891.

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Subdivisões

Evolução territorial, regiões geográficas intermediárias e imediatas

O estado do Rio de Janeiro surgiu como unidade política em 1567, com quinze cidades e vilas, sendo a mais antiga, o Rio de Janeiro, fundada em 1565, e a última desse período foi Nova Friburgo, criada em 1820. Com a independência do Brasil, a província do Rio de Janeiro foi organizada em 1823 e, naquele ano, seu território já se dividia no mesmo número de cidades e vilas. Do Império até a República, passou de quinze para 92 municípios. Constitui o 18.º estado com o maior número e o 3.º da região Sudeste, atrás de Minas Gerais e São Paulo, e à frente do Espírito Santo. O estado é composto por 92 municípios, que estão distribuídos em 14 regiões geográficas imediatas, que por sua vez estão agrupadas em cinco regiões geográficas intermediárias, segundo a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vigente desde 2017.

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Economia

O Rio de Janeiro é a 2.ª unidade federativa mais rica do Brasil em produto interno bruto, possuindo 10,2% da economia do país, estando atrás apenas de São Paulo (ambos são os únicos estados cujo PIB ultrapassa o valor de 1 trilhão de reais). O estado também é um grande exportador. Em 2019, foi a segunda maior unidade federativa brasileira em exportação, participando com 12,81%. Entre suas maiores empresas se destacam: Petrobras, BR Distribuidora, Ipiranga, Raízen Combustíveis, Vale, Assaí Atacadista, Lojas Americanas, Light Sesa, Grupo Globo, Gol, Furnas Centrais Elétricas, Telemar, Gerdau, Shell Brasil, Transpetro, B2W, Blueway Trading, BNDES, Ampla, Repsol e CEDAE.

Setor primário

O setor primário constitui o menos relevante da economia fluminense ao nível nacional. Em 2013, a agropecuária respondia só por 1,0% do valor adicionado bruto em relação à economia do Brasil. No período imperial, a monocultura cafeeira era a maior atividade econômica do Rio de Janeiro; no entanto, seu declínio foi provocado pela erosão do solo e pela libertação dos escravos. A lavoura se transformou em uma atividade secundariamente importante no estado, que, no final do século XX, converteu-se em um dos poucos, no Brasil, com produto fabril superior ao agrário. A cana-de-açúcar, item mais significativo da produção agrária nos últimos anos do século XX, permanece como o mais importante produto agrícola, bastante cultivado na região de Campos. O segundo produto é a laranja, plantada especialmente na região de Itaboraí. Depois vem o tomate, plantado principalmente na Serra Fluminense, junto ao seu rebordo (Serra do Mar), com demais hortaliças e árvores frutíferas (principalmente o caqui).

Setor secundário

O setor secundário constitui o mais relevante e maior da economia fluminense ao nível nacional: no ano de 2013, a indústria respondia por 14,4% do valor adicionado bruto em relação à economia do Brasil. Apenas no final do século XIX foram estabelecidas indústrias de porte (moinhos de trigo nos portos de Niterói e do Rio de Janeiro) e indústrias de tecelagem nos arredores das quedas-d'água (rio Majé, Petrópolis e Nova Friburgo). No século XX, as indústrias cresceram em número; no entanto, o processo não foi o bastante para manter o estado no comando econômico nacional, transferido para São Paulo. Foi a partir dos anos 1940 que a ação governamental, com a implantação do programa de indústrias de base, instalou alguns enormes complexos fabris no estado: a Fábrica Nacional de Motores (Duque de Caxias), adquirida pela italiana Fiat e mudada em 1979 para Minas Gerais; a REDUC e a fábrica de borracha sintética da Petrobrás (Duque de Caxias); a Companhia Siderúrgica Nacional (Volta Redonda); e a Companhia Nacional de Álcalis (Arraial do Cabo).

Setor terciário

O setor terciário constitui o segundo mais relevante e maior da economia fluminense ao nível nacional: no ano de 2013, os serviços respondiam por 11,6% do valor adicionado bruto em relação à economia do Brasil. O comércio do estado é vigoroso, especialmente com nações estrangeiras como a China (37%), Estados Unidos (15%), Espanha (11%), Singapura (5,8%), Chile (5,3%), Portugal (3,9%) e Índia (3,7%). Boa parte das operações de intercâmbio ocorre por meio do Porto do Rio de Janeiro. Em 2023, os portos de Niterói, Angra dos Reis e Rio de Janeiro movimentaram exportações no valor de 46 740,8 milhões de dólares e importações de 25 847,6 milhões de dólares. No comércio de cabotagem, o estado exportou 3,7 bilhões de dólares e importou 2,1 bilhões de dólares no mesmo ano.

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Infraestrutura

Saúde

A infraestrutura hospitalar dispunha, em 2009, de 6 457 estabelecimentos, com 42 593 leitos, atendidos por 76 070 médicos, 14 374 enfermeiros e 30 770 auxiliares de enfermagem. De todos os 92 municípios do estado, em 2000, 82,3% da população contavam com serviços de abastecimento de água e 60,8% de esgotos sanitários. Existem, no estado, cidades de clima serrano, imensamente saudáveis, favoritas como centros de veraneio e de restauração do bem-estar, como Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo. De acordo com uma pesquisa realizada pelo IBGE em 2019, 80% dos fluminenses realizavam consulta médica periodicamente; 49,2% dos habitantes consultavam o dentista regularmente e 5,7% estiveram internados em leito hospitalar nos últimos doze meses. Apenas 37,7% tinham plano de saúde. 45,4% declararam necessitar sempre do Programa Saúde da Família — PSF.

Educação

Em 2018, foram registradas matrículas de 2 003 315 discentes nas 7 677 instituições educacionais de ensino fundamental no estado do Rio de Janeiro, das quais 202 eram do estado, 139 143 do município, 79 408 da iniciativa privada e 697 da União. No que diz respeito ao corpo docente, era formado por 102 737 professores, dos quais 13 392 ensinavam em instituições de ensino do estado, 630 em escolas da União, 26 503 nas do município e 21 792 nas da iniciativa privada. O ensino médio, em 2018, era lecionado em 18 107 estabelecimentos, com 311 830 discentes registrados por matrícula, atendidos por 1 051 docentes. Em 2019, a taxa de alfabetização estadual era de 98%, empatada com Santa Catarina na segunda posição nacional. A taxa de escolarização fluminense na faixa etária de 6 a 14 anos era de 99,4%. Em 2008, 14,1% da população fluminense era de analfabetos funcionais. Seu IDH-educação era o 3.º mais alto do Brasil em 2024 (0,826).

Transportes

O estado do Rio de Janeiro é atendido pelas linhas das antigas ferrovias da Central do Brasil, Leopoldina e Viação Férrea Centro-Oeste, membros da Rede Ferroviária Federal. As linhas da Leopoldina atendem à periferia da capital e à porção leste do estado, com diversos troncos e inúmeros ramais, por meio dos quais se fazem as conexões com o Espírito Santo e a zona da Mata mineira. As linhas da Central do Brasil atendem à periferia da capital e à porção oeste do estado, por intermédio de um tronco que conecta a capital estadual com os estados de São Paulo e Minas Gerais. Já as do Centro-Oeste atendem a algumas cidades próximas ao sul de Minas Gerais. Sua única entrada mais acentuada no estado alcança Angra dos Reis, cujo porto serve à região central de Minas Gerais.

Serviços e comunicações

As empresas de energia elétrica que atuam no estado do Rio de Janeiro são a Light S.A., a Enel Distribuição Rio e a Energisa Nova Friburgo. Os serviços de abastecimento e venda de gás canalizado no estado do Rio de Janeiro são realizados pela Naturgy. O estado conta com outros serviços básicos. No Rio de Janeiro, existem várias empresas responsáveis pelo abastecimento de água. Em boa parte dos municípios fluminenses, a empresa responsável por água e saneamento básico (esgoto) é a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (CEDAE). Outros municípios são abastecidos por outras empresas ou por empresas do próprio município — um exemplo é Campos dos Goytacazes, na região norte do estado, cuja empresa responsável pelo abastecimento de água é a Águas do Paraíba, pertencente à Aegea.

Segurança pública e criminalidade

No Exército Brasileiro, o Rio de Janeiro pertence ao Comando Militar do Leste e, com o Espírito Santo, integra a 1.ª Região Mil., tendo, no estado, o Hospital Militar de Resende e a Policlínica Militar de Niterói. Na Marinha do Brasil, o Rio de Janeiro integra o 1.º Distrito Naval e contém o Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, a Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia e o Complexo Naval de Itaguaí. Também se localizam no estado o Colégio Naval, em Angra dos Reis, e o Centro de Mísseis e Armas Submarinas da Marinha, na ilha do Engenho, São Gonçalo. Na Força Aérea Brasileira, o estado conta com as bases aéreas dos Afonsos, do Galeão e de Santa Cruz, na capital.

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Cultura

Capital do Brasil por dois séculos, a partir de 1763 até a implantação de Brasília em 1960, o Rio de Janeiro retrata um apreciável patrimônio cultural e artístico. Várias outras cidades do estado também fazem parte dessa herança, já em virtude da influência da metrópole carioca, em resultado do antigo apogeu cafeeiro. O artesanato fluminense resulta das consequências culturais herdadas dos portugueses, negros e indígenas que habitavam a região. As ferramentas usadas pelos artesãos são as mais diversas. Nesse estado podem ser encontrados os antigos utensílios feitos de cerâmica, produtos de herança aborígene como máscaras, brinquedos, instrumentos musicais, panelas e armas. Há também os artefatos de fibra, parafina, palha de bananeira e de metais finos como bronze e a prata. O estado tem uma das maiores heranças arquitetônicas do país. Nela, estão construções que representam as mais importantes épocas e estilos da arquitetura brasileira, que abrangem do período colonial à arquitetura contemporânea. Também há os palácios, palacetes e edifícios luxuosos em Petrópolis, e o patrimônio arquitetônico de cidades como São João de Meriti e Volta Redonda, dentre outros.

Entidades culturais, museus e bibliotecas

Operam no estado do Rio de Janeiro três universidades federais e duas estaduais, além de diversas outras privadas e inúmeras faculdades e escolas afastadas. As mais célebres são, na capital, a Universidade Federal do Rio de Janeiro, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro e a Pontifícia Universidade Católica. Fora da capital, merecem destaque a Universidade Federal Fluminense (Niterói), a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (Seropédica), a Universidade Estadual do Norte Fluminense, em Campos dos Goytacazes, criada em 1994, e a Universidade Católica de Petrópolis. Além dessas instituições de ensino superior, há, na área da pesquisa sanitária, a Fundação Osvaldo Cruz na capital, e o Instituto Vital Brazil em Niterói.

Acervo arquitetônico

Além de suas atrações ecológicas, o Rio de Janeiro apresenta rico acervo arquitetônico, com numerosos monumentos catalogados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Merecem destaque o aqueduto da Carioca, que levou o encanamento de água do Silvestre em direção ao centro da cidade entre 1723 e 1896, quando foi ajustado para acolher os bondes de Santa Teresa; o Paço Imperial, instalado em 1743; o Teatro Municipal (1909), baseado na Opéra de Paris; o edifício da Biblioteca Nacional, do princípio do século XX; e o palácio do Catete, que, erguido em estilo neoclássico, era matriz do poder executivo federal do Brasil até 1960, quando se transformou no Museu da República.

Dança, música, cinema e moda praia

O estado do Rio de Janeiro era e permanece sendo um dos principais expoentes artísticos da identidade brasileira. Sua herança musical tem ultrapassado até mesmo as fronteiras geopolíticas do Brasil, fazendo com que os ritmos e os estilos musicais criados nele sejam bem recebidos no estrangeiro. Dentre os mais importantes estilos musicais, merecem destaque o samba, o chorinho e a bossa nova. O samba tem procedência afro-brasileira, mas com peculiaridades bem cariocas. Tem origem no lundu, oriundo do batuque negro. O ritmo se expandiu ligeiramente por todo o estado, sendo agora a dança e a música mais popular do Brasil. O mais antigo samba gravado foi Pelo Telefone, composto por Donga. Um dos principais intérpretes desse estilo foi Ary Barroso, responsável por seu prestígio. Desde os anos 1950, o samba de morro alcançou os asfaltos por meio das escolas de samba, convertendo-se no ícone do carnaval.

Turismo e eventos

O município do Rio de Janeiro é o mais importante centro turístico do Brasil, e alguns de seus pontos de atração, como Pão de Açúcar e o Corcovado, se transformaram mesmo em símbolos do país. Outros pontos de interesse são suas numerosas praias e parques florestais, como o Parque da Pedra Branca e o da Floresta da Tijuca, as duas maiores áreas florestais urbanas do mundo; as ilhas da baía de Guanabara, as igrejas, os centros desportivos e as quadras das escolas de samba. Entre as atrações do resto do estado incluem-se praias e estâncias serranas. As cidades litorâneas acolhem nos finais de semana e no verão enorme quantidade de turistas. No sentido oeste-leste, seguem-se as praias dos municípios de Paraty, Angra dos Reis, Niterói, Araruama, Arraial do Cabo, Cabo Frio, Búzios, Rio das Ostras e Macaé. Não demasiadamente distantes das praias, ficam as estâncias de altitude da serra do Mar (Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo) e do maciço de Itatiaia (Penedo, Itatiaia, Visconde de Mauá).

Esportes

O futebol é o esporte mais popular no estado do Rio de Janeiro, seguido por vôlei, tênis, handebol, basquete, atletismo, natação e artes marciais. O futebol foi introduzido na região no início do século XX, tendo como principais equipes o Flamengo, o Vasco da Gama, o Botafogo e o Fluminense, além de outros menores. O Campeonato Carioca, realizado anualmente desde 1906, é o principal evento de futebol no estado, organizado pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, contando com a participação de doze equipes na primeira divisão. Os estádios do Maracanã, Nilton Santos, São Januário, Raulino de Oliveira, Ítalo del Cima, Moacyrzão, Giulite Coutinho, Caio Martins, Rua Bariri e Antonio Gomes Viana são os maiores do Rio de Janeiro.

Feriados

No Rio de Janeiro, há três feriados estaduais: a terça-feira de Carnaval, em fevereiro ou março; 23 de abril, festa litúrgica de São Jorge; e 20 de novembro, dia da Consciência Negra.[nota 3] Além desses feriados, a terceira segunda-feira de outubro, Dia do Comércio, constitui feriado para os comerciários (Lei estadual n.º 160/1977) e construtores civis (Lei estadual n.º 4.742/2006). O Rio de Janeiro não tem data magna. A legislação relacionada com as datas comemorativas, feriados estaduais e pontos facultativos do estado está consolidada pela lei 5.645/2010.

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