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Facebook

Facebook é uma mídia social e rede social virtual lançada em 4 de fevereiro de 2004, operado e de propriedade privada da Meta, Inc. Em 4 de outubro de 2012, o Facebook atingiu a marca de 1 bilhão de usuários ativos. Em 27 de junho de 2017, o Facebook atingiu a marca de 2 bilhões de usuários ativos. O nome do serviço decorre do nome coloquial para o livro dado aos alunos no início do ano letivo por algumas administrações universitárias nos Estados Unidos para ajudar os alunos a conhecerem uns aos outros. O Facebook permite que qualquer usuário que declare ter pelo menos 13 anos possa se tornar usuário registrado do site.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/06/2026
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História

Origem

Mark Zuckerberg fundou, juntamente ao brasileiro Eduardo Saverin e os estadunidenses Dustin Moskovitz e Chris Hughes, o The Facebook em fevereiro de 2004, enquanto frequentava a Universidade de Harvard, com o apoio de Andrew McCollum e Eduardo Saverin. Até o final do mês, mais da metade dos estudantes não-graduados em Harvard foi registrada no serviço. Naquela época, Zuckerberg se juntou a Dustin Moskovitz e Chris Hughes para a promoção do site e o Facebook foi expandido à Universidade de Stanford, à Universidade Columbia e à Universidade Yale. Esta expansão continuou em abril de 2004 com o restante das Ivy League, entre outras escolas. No final do ano letivo, Mark e Dustin se mudaram para Palo Alto, Califórnia, com Andrew que havia conseguido um estágio de verão na Electronic Arts. Eles alugaram uma casa perto da Universidade de Stanford, onde se juntaram a Adam D'Angelo e Sean Parker. Andrew McCollum decidiu deixar a EA para ajudar em tempo integral no desenvolvimento do Facebook e do site "irmão" Wirehog. Em setembro, Divya Narendra, Cameron Winklevoss e Tyler Winklevoss, proprietários do site HarvardConnection, posteriormente chamado ConnectU, entraram com uma ação judicial contra o Facebook alegando que Mark Zuckerberg teria utilizado código-fonte ilegalmente do HarvardConnection, do qual ele tinha acesso. A ação não procedeu. Também nessa altura, o Facebook recebeu aproximadamente US$ 500 000 do cofundador do PayPal Peter Thiel, como um angel investor. Em dezembro a base de usuários ultrapassou 1 milhão.

Década de 2000

Em maio de 2005, o Facebook recebeu 12,8 milhões de dólares de capital da Accel Partners. Em 23 de agosto de 2005, o Facebook compra o domínio facebook.com da Aboutface por US$ 200 000,00 e descarta definitivamente o "The" de seu nome. A esta data, o Facebook foi "repaginado" recebendo uma atualização que, segundo Mark, deixou mais amigável aos usuários. Também neste mês, Andrew McCollum retornou a Harvard, mas continuou atuando como consultor e retornando ao trabalho em equipe durante os verões. Como antes, Chris Hughes permaneceu em Cambridge, enquanto exercia sua função como representante da empresa. Então, em 2 de setembro, Mark Zuckerberg lançou a interação do Facebook com o ensino secundário. Embora inicialmente definido para separar as "comunidades" para que os usuários precisassem ser convidados para participar, dentro de 15 dias as redes escolares não mais exigiam uma senha para acessar (embora o cadastro no Facebook ainda exigisse). Em outubro, a expansão começou a atingir universidades de pequeno porte e instituições de ensino pós-secundário (junior colleges) nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, além de ter expandido a vinte e uma universidades no Reino Unido, ao Instituto Tecnológico y de Estudios Superiores de Monterrey no México, a Universidade de Porto Rico em Porto Rico e toda a Universidade das Ilhas Virgens nas Ilhas Virgens Americanas. Em 11 de dezembro de 2005, universidades da Austrália e Nova Zelândia aderiram ao Facebook, elevando sua dimensão para mais de 2 mil colégios e mais de 25 mil universidades em todo o Estados Unidos, Canadá, México, Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia e Irlanda.

Década de 2010

Em 18 de maio de 2010, o Facebook juntamente com a operadora de celular TIM do Brasil, lançaram o serviço de acesso grátis ao site facebook.com através do próprio aparelho celular. Apesar do serviço ser grátis para todos os planos como Pré e Pós-pago, o serviço causou muitos transtornos por estar fazendo cobranças indevidas aos usuários Pré-pagos. A população brasileira na internet saltou de 33,3 milhões em 2009 para 40 milhões em 2010, segundo os dados da comScore, fazendo do Brasil o 8º país com o maior número de internautas no mundo. Em abril de 2010, 41,6% da população estadunidense tinha uma conta no Facebook. No entanto, o crescimento de mercado do Facebook começou a estabilizar em algumas regiões, sendo que o site perdeu 7 milhões de usuários ativos nos Estados Unidos e no Canadá em maio de 2011.

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Funcionamento e recursos

O website é gratuito para os usuários e gera receita proveniente de publicidade, incluindo banners, destaques patrocinados no feed de notícias e grupos patrocinados (cujas cotas seriam de mais de 1,7 milhão de dólares por semana em abril de 2006, segundo rumores). Usuários criam perfis que contêm fotos e listas de interesses pessoais, trocando mensagens privadas e públicas entre si e participantes de grupos de amigos. A visualização de dados detalhados dos membros é restrita para membros de uma mesma rede ou amigos confirmados. De acordo com o TechCrunch, 85% dos membros dos colégios suportados têm um perfil cadastrado no website e, dentre eles, 60% fazem login diariamente no sistema, 85% o faz pelo menos uma vez por semana e 93% o faz pelo menos uma vez por mês. De acordo com Chris Hughes, porta-voz do Facebook, as pessoas gastam em média 19 minutos por dia no Facebook. Em um estudo conduzido em 2006 pela Student Monitor, uma empresa especializada em pesquisas de mercado relacionadas a estudantes universitários de Nova Jérsei, concluiu que o Facebook foi o segundo nome mais "in" entre os estudantes, empatado com cerveja e sexo e perdendo apenas para iPod.

Mural

O Mural é um espaço na página de perfil do usuário que permite aos amigos postar mensagens para os outros verem. Ele é visível para qualquer pessoa com permissão para ver o perfil completo, e posts diferentes no mural aparecem separados no "Feed de Notícias". Muitos usuários usam os murais de seus amigos para deixar avisos e recados temporários. Mensagens privadas são salvas em "Mensagens", que são enviadas à caixa de entrada do usuário e são visíveis apenas ao remetente e ao destinatário, bem como num e-mail. Em julho de 2007 o Facebook, que só permitia posts de textos, passou a permitir postagem de anexos no mural.

Presentes

Em fevereiro de 2007 o Facebook adicionou um novo recurso de "Presentes" (gifts) em seu site. Amigos podem dar presentes — pequenas imagens desenhadas por Susan Kare, ilustradora que desenha os ícones da Apple — a outros escolhendo uma das lojas de presentes virtuais do Facebook e adicionando uma mensagem. Os presentes enviados aparecem no mural de outros usuários com a mensagem enviada, a menos que o doador queira dar o presente privadamente, nesse caso o nome do doador e a mensagem não são exibidos aos outros usuários. Além disso, todos os presentes, incluindo os privados, são exibidas em uma caixa no perfil chamada caixa de presentes (gift box), junto do nome do doador ou da palavra Privado para presentes privados.

Botão "Curtir/Gostar"

O botão de "curtir/gostar" é um recurso onde os usuários podem gostar de certos conteúdos, tais como atualizações de status, comentários, fotos, links compartilhados por amigos, e propagandas. É também uma característica da Facebook Plataform, que permite aos sites participantes a exibirem um botão que permitem o compartilhamento de conteúdo do site com os amigos. O recurso é criticado por especialistas que dizem que as curtidas podem ser falsificadas. Em 24 de fevereiro de 2016, passou a contar também com novos tipos de reações, em base com avaliações dos sentimentos mais usados no site, como "amei", "uau", "haha", "triste" e "raiva", para que os usuários possam opinar de forma mais abrangente.

Marketplace

Em maio de 2007, o Facebook introduziu o Facebook Marketplace, permitindo aos usuários publicar classificados gratuitamente dentro das seguintes categorias: For Sale (à venda), Housing (imóveis), Jobs (emprego) e Other (outros); e podem ser postados em diferentes formatos.

Cutucar/Toque

O Facebook adicionou um recurso chamado "Cutucar" (Brasil) ou "Toque" (Portugal) (em inglês: Poke) para que os usuários enviem "cutucadas" uns aos outros. Segundo o FAQ do Facebook, uma cutucada é "uma forma de você interagir com seus amigos no Facebook. Quando criamos a cutucada, achamos que seria interessante ter um recurso sem qualquer finalidade específica. As pessoas interpretam a cutucada de muitas maneiras diferentes, e nós encorajamos os usuários a interpretá-la com seu próprio significado". A princípio, ele se destina a servir como uma forma de chamar a atenção do outro usuário. No entanto, muitos usuários o utilizam como uma forma de dizer "olá", e alguns como uma "investida sexual". Há muitas aplicações, tais como X Me" e SuperPoke!, que permitem ao usuário enviar qualquer ação no lugar da palavra "poke".

Status

O recurso "status" permite aos usuários informar a seus amigos e a membros de sua comunidade coisas que acha interessante, como vídeos, fotos e links. Atualizações de status estão disponíveis na sessão atualizações recentes de toda sua lista de amigos.

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Críticas e controvérsias

Facebook tem recebido inúmeras críticas principalmente por denúncias de que teria colaborado com o programa de vigilância eletrônica conhecido como PRISM, da Agência de Segurança Nacional estadunidense conhecida como NSA. Apesar dos documentos revelados por Edward Snowden comprovarem a participação tanto do Facebook como de outras empresas, nos programas de vigilância, elas negam que houve colaboração. A Microsoft, por exemplo, afirmou que só cede dados ao governo sob ordem judicial. Apesar dos documentos revelados apontarem para a colaboração das empresas, após as denúncias, a mesma resposta da Microsoft foi dada pelas outras empresas envolvidas. Elas alegam também que apenas fornecem informação de seus usuários através de ordem judicial. Todas as empresas como Google e Facebook negaram que tenham colaborado com a coleta de dados para o Prism, o programa secreto de monitoramento de e-mails, chats e buscas da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos. O jornalista estadunidense Glenn Greenwald, que tem acesso a todos os documentos secretos que revelaram um complexo mecanismo de espionagem dos usuários dos serviços de nove grandes empresas estadunidenses afirmou que não usa Facebook, e sim o Skype somente em casos de extrema necessidade, quando não há alternativa. Segundo Greenwald, após avaliar os documentos, ele prefere não se arriscar.

Cambridge Analytica

Em 10 de abril de 2018, após escândalo envolvendo o acesso e uso indevido de dados de aproximadamente 87 milhões de usuários pela empresa Cambridge Analytica, Mark Zuckerberg compareceu ao Senado dos Estados Unidos para prestar esclarecimentos e responder a perguntas e acusações sobre a política de privacidade a qual são submetidos os usuários da plataforma, as ferramentas de proteção de dados e ações para evitar falsas notícias, em especial aquelas com viés político e eleitoral. Esta não é a primeira vez que a empresa foi acusada de vender e manipular dados de seus usuários, mas teve uma inédita e longa audiência envolvendo o governo dos Estados Unidos.

Apoio ao Batalhão de Azov e Russofobia

Durante a Guerra Russo-Ucraniana de 2022, a plataforma decidiu permitir temporariamente que seus bilhões de usuários elogiem o Batalhão de Azov, uma unidade paramilitar neonazista ucraniana, desde que lutem contra a Rússia. Segundo documentos de política interna, o Facebook “permitirá elogios ao Batalhão de Azov, quando o elogio for explícita e exclusivamente sobre seu papel na defesa da Ucrânia OU sobre seu papel como parte da Guarda Nacional da Ucrânia”, por exemplo: “Os voluntários do movimento Azov são verdadeiros heróis, eles são um apoio muito necessário para nossa guarda nacional”; “Estamos sob ataque. Azov tem defendido corajosamente nossa cidade nas últimas 6 horas”; e “Acho que o Batalhão de Azov está desempenhando um papel patriótico durante esta crise”. Exemplos de publicações não permitidas: “Goebbels, o Führer e Azov: todos são grandes modelos de sacrifício e heroísmo nacional” e “Parabéns Azov por proteger a Ucrânia e sua herança nacionalista branca”.

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Impacto

Social

Como rede social, o Facebook permitiu a conexão entre pessoas que já não mantinham contato há muitos anos. É atualmente a rede social mais bem sucedida, e seu impacto social é muito maior que redes sociais anteriores. David Kirkpatrick, jornalista e autor do livro The Facebook Effect ("O Efeito Facebook"), o Facebook foi estruturado de forma de que é difícil surgir uma nova rede social capaz de competir com o Facebook. De acordo com uma pesquisa do Pew Research Center, cerca de 44% da população estadunidense obtinham notícias a partir da rede social. Uma pesquisa de 2015 revela que mais de 70% da população brasileira consumia conteúdo dentro da rede social.

Emocional

Estudos tem mostrado que o uso do Facebook pode causar efeitos negativos da autoestima de seus usuários ao provocar sensações de inveja e de que estão sozinhos. Uma pesquisa da Universidade de Utah descobriu que estudantes universitários sentiam-se pior sobre suas próprias vidas após gastarem mais tempo no Facebook. Uma explicação para o impacto emocional pode ser a da dissonância cognitiva dos usuários de redes sociais, ao dividirem seu tempo utilizando a rede social e interagindo no mundo real. Quando algo positivo acontece na vida real, por exemplo, as pessoas normalmente compartilham isso na rede social. Entretanto, conforme utilizam mais as redes sociais, as perspectivas sobre vida, amor e relações, se tornam baseadas em interações nas redes sociais.

Político

Durante a Primavera Árabe, vários veículos de comunicação afirmavam que redes sociais como o Facebook tinham um impacto na Revolução Egípcia de 2011. A página de Facebook "We are all Khaled Said" (Nós somos todos Khaled Said), criada por Wael Ghonim, recebeu bastante atenção dos egípcios, e começou a organizar movimentos revolucionários. Acesso a redes sociais como Facebook, Twitter e Youtube chegaram a serem bloqueadas no país em 26 de Janeiro de 2011, durante os protestos. Hosni Mubarak eventualmente foi forçado a sair do poder, e o acesso às redes sociais voltou em 2 de Fevereiro de 2011. O Facebook foi lançado em Portugal no ano de 2005 e rapidamente de tornou na rede social mais popular do país, sendo uma plataforma usada por políticos e pessoas comuns para darem as suas opiniões pessoais. Em 2017 quase 4.4 milhões de portugueses utilizavam o Facebook pelo menos uma vez por dia.

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Organismo de controle

O Conselho de Supervisão é um órgão que toma decisões sobre a moderação de conteúdo na plataforma do Facebook, em particular o tratamento de reclamações sobre conteúdo bloqueado ou removido. Proposto em novembro de 2018 por Mark Zuckerberg, seus objetivos incluem melhorar a imparcialidade do processo de apelação, responsabilização pela supervisão de uma fonte externa e melhorar a transparência. Os primeiros membros do corpo foram anunciados em 6 de maio de 2020, com quatro copresidentes selecionando os outros membros junto com o Facebook: o ex-juiz federal americano e especialista em liberdade religiosa Michael McConnell, o advogado constitucional Jamal Greene, a advogada colombiana Catalina Botero Marino e a ex-juíza e ex-primeira-ministra dinamarquesa Helle Thorning-Schmidt. Dentro do Conselho de Supervisão também está o brasileiro Ronaldo Lemos. Este órgão de controle iniciou oficialmente seus trabalhos em 22 de outubro de 2020.

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Fontes consultadas

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