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Alberto Magno

Santo Alberto Magno, O.P., conhecido também como Alberto, o Grande, e Alberto de Colônia, foi um filósofo, escritor, cientista, teólogo católico e alquimista venerado como santo. Mestre de Santo Tomás de Aquino, era frade dominicano alemão e bispo. Ainda em vida era conhecido como doctor universalis e doctor expertus e, já idoso, ganhou o epíteto "Magnus". Estudiosos como James A. Weisheipl e Joachim R. Söder defendem que Alberto foi o maior filósofo e teólogo alemão da Idade Média.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 27/06/2026
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Biografia

É provável que Alberto tenha nascido em 1196 dadas as confiáveis evidências de que ele teria mais de oitenta anos quando morreu em 1280; mais de uma fonte afirma que ele tinha 87, o que explica por que 1193 geralmente aparece como data de seu nascimento. É também provável que ele tenha nascido em Lauingen, no Ducado da Baviera, Suábia, pois ele chamava a si próprio "Alberto de Lauingen" (o epíteto pode ser ainda um nome de família). Alberto estudou principalmente na Universidade de Pádua, onde conheceu as obras de Aristóteles. Um relato posterior de Rudolph de Novamagia conta que Alberto teria tido uma visão da Virgem Maria, que o convenceu aceitar o hábito de sacerdote. Em 1223 (ou 1229), entrou para a Ordem dos Pregadores contra a vontade da sua família e estudou teologia na Universidade de Bolonha. Selecionado para preencher uma cadeira de professor em Colônia, onde havia um mosteiro dominicano, Alberto ensinou durante muitos anos na região, principalmente Regensburgo, Friburgo, Estrasburgo e Hildesheim. Durante seu primeiro mandato em Colônia, escreveu sua Summa de Bono depois de discutir com Filipe, o Chanceler, sobre as propriedades transcendentais do ser.

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Obras

As obras de Alberto, colecionadas em 1899, compõem trinta e oito volumes, uma demonstração não só de sua prolificidade como também de seu conhecimento literalmente enciclopédico sobre tópicos tão variados como lógica, teologia, botânica, geografia, astronomia, astrologia, mineralogia, alquimia, zoologia, frenologia, direito, além de tratados sobre justiça, amizade e amor. Ele leu, interpretou e sistematizou toda a obra de Aristóteles através de seus estudos de traduções latinas e de anotações de comentaristas árabes, sempre sob a luz da doutrina da Igreja. Grande parte do conhecimento moderno que temos hoje sobre o grande filósofo grego foi preservado e apresentado aos estudiosos ocidentais por Alberto. Sua principal atividade, contudo, foi mais filosófica que teológica (vide escolasticismo). Suas obras sobre filosofia estão geralmente divididas de acordo com o esquema aristotélico das ciências e consistem de interpretações e versões condensadas das obras do filósofo, acrescidas de discussões suplementares sobre tópicos contemporâneos e, ocasionalmente, de suas discordâncias.

Filosofia natural

O conhecimento de Alberto sobre a filosofia natural (a "ciência") era considerável e, para a época, notavelmente acurado. Sua diligência em aprender todos os campos era enorme e, apesar de haver diversas lacunas em seu sistema científico, característico da filosofia escolástica, seu profundo estudo de Aristóteles deu-lhe um poderoso pensamento sistemático e grande habilidade explicativa. Uma exemplo desta tendência geral foi seu tratado em latim "De Falconibus" (posteriormente incorporado numa obra maior, "De Animalibus", compondo o capítulo 40 do livro 23), na qual ele demonstra um impressionante conhecimento das diferenças entre as aves de rapina e os demais pássaros; a diferença entre os tipos de falcões; a preparação para a caça; a técnicas de cura de falcões doentes e feridos. Em "De Mineralibus", Alberto afirma que "o objetivo da filosofia natural [ciência] é não apenas aceitar as afirmações de outros, mas investigar as causas que estão em ação na natureza". O aristotelismo influenciou profundamente a visão de Alberto sobre a natureza e a filosofia.

Alquimia

Nos séculos seguintes à sua morte, muitas histórias apareceram retratando Alberto como alquimista e mago. Sobre a alquimia e a química, muitos tratados tem sido atribuídos a ele, embora em seus tratados autênticos ele tenha escrito pouco sobre o tema e, ainda assim, comentando sobre Aristóteles. Por exemplo, em seu comentário "De Mineralibus", Alberto faz referência ao "poder das pedras", mas não elabora sobre o que seria isto. Uma ampla gama de obras alquímicas pseudo-albertinas existem para confirmar a crença que se desenvolveu de ele teria sido um mestre da alquimia, uma das ciências fundamentais da Idade Média. Entre elas estão "Metais e Materiais", "Segredos da Química", "Origem dos Metais", "Origem dos Compostos", uma "Concordância", uma coleção de observações sobre a pedra filosofal, "Theatrum Chemicum", também uma coleção de tópicos alquímicos. Credita-se a ele a descoberta do arsênico e diversos experimentos com substâncias químicas fotossensíveis, incluindo o nitrato de prata. Porém, há pouquíssimas evidências de que ele teria realizado qualquer experimento pessoalmente.

Astrologia

Alberto tinha um profundo interesse em astrologia, como demonstram estudos como o de Paola Zambelli. Por toda a Idade Média — e por muitos séculos depois dela — a astrologia era amplamente aceita por cientistas e intelectuais que defendiam uma visão de que a vida na terra era efetivamente um microcosmo inserido num macrocosmo (este último, o próprio cosmos). Acreditava-se que existia uma correspondência entre ambos e que, por isso, corpos celestes seguiam padrões e ciclos similares aos que se observavam na terra. Por isso, imaginava-se ser razoável afirmar que a astrologia poderia ser utilizada para prever um futuro provável das pessoas. Alberto fez disso um componente central de seus sistema filosófico, argumentando que uma compreensão das influências celestes que nos afetam poderia nos ajudar a viver nossas vidas mais em acordo com os preceitos cristãos. A afirmação mais completa de sua crença astrológica pode ser encontrada numa obra que ele escreveu em 1260, conhecida como "Speculum Astronomiae". Porém, detalhes e partes destas crenças podem ser encontrados em quase todas as suas obras, desde a primeira, a "Summa De Bono", até sua última, a "Summa Theologiae".

Música

Alberto é também conhecido por seu brilhante comentário sobre as práticas musicais de sua época, sendo que a maior parte de suas observações estão no seu comentário sobre as "Poéticas" de Aristóteles. Ele rejeitava a ideia da "música das esferas" como ridícula: o movimento dos corpos celestes seria incapaz, supunha ele, de gerar som. Escreveu bastante também sobre as proporções na música e sobre os três diferentes níveis subjetivos no qual o cantochão pode operar na alma humana: purgação dos impuros; iluminação que leva à contemplação; e nutrir o aperfeiçoamento através da contemplação. De particular interesse para os teoristas da música modernos é a atenção que ele prestava ao silêncio como parte integral da música.

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Referências culturais

A iconografia do tímpano e arquivoltas do portal do século XIII da Catedral de Estrasburgo foi inspirada pelas obras de Alberto Magno.

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Fontes consultadas

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