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Carta de Veneza

A Carta de Veneza, também conhecida como Carta Internacional para a Conservação e Restauro de Monumentos, é um dos documentos básicos da conservação patrimonial. Foi elaborada ao longo dos trabalhos do II Congresso Internacional de Arquitetos e de Técnicos de Monumentos Históricos, realizado em Veneza de 25 a 31 de maio de 1964, e adotada pelo ICOMOS, a UNESCO e outras instâncias oficiais de muitos países.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 08/07/2026
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Críticas

Imagem: Alexandre Van de Sande · BY-SA · Openverse

A Carta de Veneza e suas interpretações têm atraído críticas, principalmente por quem considera que reflete os preconceitos modernistas dos seus autores. O professor de arquitetura Samir Younés escreve: "A repulsão da Carta pela restauração e a reconstrução - com o seu medo implícito da "falsa história" - reflete uma teoria modernista de determinismo histórico, e não a ideia de uma tradição arquitetônica viva. Os grandes avanços dos últimos 40 anos no design tradicional e na construção artesanal têm diminuído e ultrapassado muitas das premissas implícitas na Carta de Veneza. Como consequência, são muitos agora os que acreditam que a harmonia visual, o equilíbrio estético e o caráter essencial de um lugar são de muito maior importância que teorias modernistas abstratas." Face à crescente apreensão com os danos causados nos centros históricos pela inadequada implementação da Carta de Veneza, em 2006 realizou-se uma outra conferência em Veneza, desta vez organizada pela INTBAU. O seu principal objectivo foi fornecer um suporte teórico que permitisse aos novos edifícios e ampliações relfletirem uma melhor harmonia com a história do local.

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