Catedral Metropolitana de Juiz de Fora
A Catedral Metropolitana de Juiz de Fora é um templo católico localizado no centro da cidade de Juiz de Fora. É sede da Arquidiocese de Juiz de Fora, cuja jurisdição abrange 37 municípios da Zona da Mata Mineira, e templo oficial do Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, onde são realizados os principais e mais solenes eventos e celebrações da Igreja Católica da região.
Detalhes precisos acerca do surgimento do templo são poucos. O que se sabe é que a primeira capela de Santo Antônio, origem remota da Catedral, teria existido no Morro da Boiada (atualmente bairro Santo Antônio) e teria desmoronado. Um segundo templo foi construído no mesmo local, na propriedade do Sr. Antônio Vidal. Com a venda do terreno em 1812, o novo proprietário, Antônio Dias Tostes, teria pedido autorização ao governo do Império para a transferência da igreja para outro espaço. Segundo historiadores, a capela mudou de lugar em 1821 e foi assistida por sacerdotes de Simão Pereira. Em 1844, 23 anos depois, foi autorizada a construção de uma nova igreja com cerca de 100 metros de extensão na Estrada Geral, atual Avenida Rio Branco. Neste mesmo espaço foi construído um cemitério. Em 1847, após três anos de obras, a capela foi inaugurada. Em 1850, aconteceu a emancipação do município. Desta forma a igreja foi transformada na Paróquia Santo Antônio. Até a chegada dos padres redentoristas em 1900, a igreja foi a única da cidade. Com o crescimento do município, o templo começou a ficar pequeno para o número de fiéis. Assim, em 1864, a capela foi derrubada para a construção de uma maior e um ano depois, em 1865, o cemitério foi transferido para a estrada União e Indústria, onde hoje é o Cemitério Municipal, no bairro Poço Rico.
Imagem: Jonas de Carvalho · BY-SA · Openverse
A Catedral possui cerca de 700 agentes que atuam nas mais de 30 pastorais e grupos de serviço. Possui mais de 30 salas para reuniões e o Centro de Ação Social da Catedral – CASC que engloba a Farmácia Beneficente (distribui medicamentos a mais de 400 pessoas necessitadas por mês), o Grupo São José (acompanhamento espiritual, psicológico às gestantes, principalmente, as adolescentes), SOS Cristão (com doação de mais de 200 cestas básicas por mês, além de roupas, calçados e móveis), e alfabetização para adultos (aulas de aprendizagem e reforço em parceria com a Unimed/JF). Conta também com um estacionamento, o qual toda a verba arrecadada é aplicada no CASC.
Imagem: Jonas de Carvalho · BY-SA · Openverse
A Catedral possui estilo romano e tem capacidade para 1.500 pessoas, sendo 700 sentadas. Possui seis altares laterais (Nossa Senhora de Fátima, São Francisco, Santa Monica, Sagrado Coração de Jesus, Sagrado Coração de Maria, Nossa Senhora do Carmo), além do altar-mor. Diversos vitrais enfeitam a Igreja. Eles foram doados por famílias e retratam passagens importantes da vida de Santo Antônio. Acredita-se que eles tenham sido fabricados na cidade de Petrópolis (RJ). No altar-mor, há três imagens: a do padroeiro, Santo Antônio, Maria e São José. Um painel de mármore que retrata a morte de Santo Antônio enfeita o local, junto com desenhos de trigo e uva. Abaixo do altar, existe uma capela subterrânea onde há alguns túmulos que antes abrigavam os restos mortais dos bispos. Hoje, ela se encontra vazia. A Igreja possui uma imagem de “Santo Antônio Fujão”. Segundo a tradição popular, esta imagem desaparecia da capela e, a cada dia, ela aparecia em uma residência diferente, pois todos queriam tê-la em suas casas, daí o nome de fujão. Atualmente, a imagem está recolhida, pois necessita de restauração. No chão das laterais direita da igreja há dois túmulos, um com os restos mortais de Dom Justino José de Sant'Ana e o outro está vazio.


