Convento de Rilhafoles
O Convento de Rilhafoles, depois Hospital de Rilhafoles e desde 1911 Hospital Miguel Bombarda GOB, pertenceu primeiramente à Congregação da Missão de São Vicente de Paulo e foi fundado por autorização pontifícia e do Cardeal-Patriarca D. Tomás de Almeida. Também era designado por: Casa Mãe da Congregação da Missão, Casa da Congregação da Missão em Rilhafoles, Casa de São João e São Paulo, Casa de Rilhafoles.
O Hospital Psiquiátrico Miguel Bombarda ficou inicialmente instalado no edifício da Congregação da Missão dos Padres de São Vicente de Paulo, construído entre 1730 e 1750 na antiga Quinta de Rilhafoles, que aquela instituição religiosa adquirira em 1720. Após a extinção das ordens religiosas em Portugal, o edifício do ex-convento de Rilhafoles albergou, a partir de 1 de setembro de 1835, o Real Colégio Militar, até que, por decreto de 14 de novembro de 1848, referendado pelo duque de Saldanha e barão de Franco, esta instituição foi transferida para o edifício do Convento de Mafra, por ocasião das reformas legislativas do ensino e do exército realizadas na época. Após a saída do Colégio Militar, o ex-convento de Rilhafoles foi destinado a hospital de alienados, isto é, doentes mentais, transformando-se no mais antigo hospital psiquiátrico do país, fundado em 1848. Em 1853 é construído o edifício do balneário para banhos terapêuticos aplicados em psiquiatria, inaugurado pela rainha D. Maria II e considerado o melhor da Europa.
Em 2022, a Câmara Municipal de Lisboa propôs que, nos terrenos do Miguel Bombarda, fossem construídos três novos lotes de habitação, com seis a oito pisos, destinados a arrendamento acessível. Está também prevista a construção de um estabelecimento hoteleiro, com número de camas ainda por definir, que ficará instalado no edifício do antigo convento de Rilhafoles, onde funcionou o hospital psiquiátrico Miguel Bombarda. Há ainda um quinto lote, que ocupará a antiga cozinha e a que será dado uso comercial, previsivelmente de restauração. No âmbito desta operação urbanística, uma parte dos terrenos (que são património do Estado) será cedida à Câmara para construção de uma escola básica 123 (os três ciclos do ensino básico) com capacidade para mil alunos e de um jardim de infância. Já o conjunto classificado desde 2010 como de interesse público — abarcando o pavilhão Panótico, uma singular construção em círculo que funcionou como enfermaria/prisão, e o balneário D. Maria II — será requalificado, na categoria "equipamentos culturais/museológicos".


